Igreja Batista de Framingham
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Filemom, amor e perdão

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Filemom fecha a sequência das cartas paulinas no Novo Testamento. Ela, juntamente com as cartas aos Efésios, Filipenses e Colossences, foi escrita no mesmo período, entre 60-62 d.C., quando Paulo estava em sua primeira prisão em Roma. Filemom é uma carta singular, porque é endereçada a igreja, mas para tratar de um assunto pessoal, que era um pedido de perdão a Filemom em favor de Onésimo.

Filemom era um homem rico que viva na cidade de Colosos. Ele era crente e em sua casa se reunia uma igreja. Filemom tinha um escravo, chamado Onésimo, que fugira e lhe dera prejuízo na fuga. Este escravo fugiu para Roma, onde foi alcançado pelo Evangelho através do apóstolo Paulo. Onésimo se tornou muito útil para Paulo, que estava vivendo em prisão domiciliar.

Porém, Paulo não quis se aproveitar da situação e iniciou o processo de restauração do relacionamento entre Filemom e Onésimo. Ele escreveu esta carta, para ser lida na igreja, afim de que publicamente Filemom tomasse uma posição de receber e perdoar o escravo fugitivo.

Apesar da carta a Filemom ser bem pequena, ela apresenta uma serei de ensinos preciosos ao relacionamento cristão. Um destes ensinos é que a distância não apaga conflitos entre dois irmãos em Cristo. Todos os crentes em Jesus não podem deixar pendentes problemas de relacionamento. Além disso, o perdão dever um testemunho público. Assim, como Paulo enviou uma carta de perdão pessoal, mas ela estava endereçada a igreja, o crente deve ter a humildade de compartilhar com a igreja o perdão.

Outro assunto que a carta a Filemom aborda é a igualdade de todos diante de Deus. Mesmo nos relacionamentos de autoridade e subordinação, o vinculo deve ser o amor em Jesus Cristo. Portanto, amor e perdão devem fazer parte dos relacionamentos, mesmo quando um deve ser submisso ao outro.

Do pastor que te ama, Jason Silva


Tito, as boas obras e o bom testemunho

             A carta a Tito fecha a sequência das Epístolas Pastorais do Novo Testamento, escritas pelo apóstolo Paulo. Ela foi enviada para o jovem pastor Tito, que tinha como missão ensinar a igreja de Creta que o caráter cristão se manifesta na prática das boas obras, através do bom testemunho pessoal.

             Pouco se fala sobre Tito no Novo Testamento, porque seu nome aparece somente nas cartas de Paulinas. Mas, o que dele se conhece é que era grego, não era circuncidado e foi bastante ativo no grupo missionário de Paulo, sendo usado em missões importantes, como reorganizar a igreja de Corinto, o que fez com eficiência. O período desta carta, ele estava pastoreando a difícil igreja na ilha de Creta.

O trabalho missionário de Paulo em Creta ocorreu durante os anos 62-64 a.D., quando ele ainda estava em liberdade, no período entre a primeira e segunda prisão. Os cretenses tinham uma péssima fama, “sempre mentirosos, feras malignas, glutões preguiçosos” (1:12).

 Tito havia sido deixado na ilha de Creta para organizar a recém formada igreja, combater heresias e educar os novos crentes a nova vida em Cristo. As heresias estavam se espalhando graças ao grande número de falsos mestres, que por “torpe ganância” (Tt.1:11), corrompiam o conhecimento de Deus, o negando “por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra” (1:16).

A carta de Paulo foi necessária, porque Tito estava enfrentando muita oposição na igreja em Creta. Por isso que ele enviou uma carta de incentivo e orientações de como proceder numa igreja de crentes mundanos.

A leitura da carta a Tito ensina que a melhor resposta aos conflitos dentro da igreja é a prática das boas obras, com o bom testemunho cristão. Um crente nunca deve se envolver em assuntos ou conversas que produzam desavenças e nem desobediência, mas “ser padrão de boas obras. No ensino, mostrar integridade, reverência, linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado” (2:7,8).

Do Pastor que te ama, Jason Silva

2 Tessalonicenses, igreja esteja sempre a alerta para o Dia do Senhor


2 Tessalonicenses foi escrita pelo apóstolo Paulo, meses depois da sua primeira carta, no
ano de 51 a.C. Ele a escreveu para esclarecer dúvidas que surgiram na igreja de Tessalônica
sobre a volta de Jesus Cristo, comentada por ele na primeira carta.
A igreja de Tessalônica estava passando por um período de perseguição e crentes haviam
sido mortos. Sendo assim, surgiu um sentimento, quase unânime, que eles estavam no período da
grande tribulação, que marcaria o retorno de Jesus. Este sentimento também estava sendo
alimentado por falsos profetas, que usando o nome de Paulo, afirmavam estarem vivendo o Dia
do Senhor (2:2).
Em 2 Tessalonicenses Paulo chama a atenção da igreja para os acontecimentos antes do
Dia do Senhor. Ele resume seu ensinamento relembrando o surgimento do homem da iniqüidade,
que também é identificado nos escritos do apóstolo João como a besta ou Anti-Cristo (Ap.13:2-
10, 18). Este homem iníquo é um ser que se levantará na esfera da fé, para tomar o lugar de
Deus, enganando o mundo com “sinais e prodígios da mentiras”, segundo o poder de Satanás.
Mas, Paulo afirmou em sua carta que o homem da iniqüidade ainda não se levantou,
porque algo o detinha. A igreja de Tessalônica fora avisada sobre quem ou o que estava detendo
o homem da iniqüidade. Mas, nós não ficamos sabendo! Alguns teólogos sugerem que pode ser a
rejeição do povo de Israel, ou a existência da igreja na terra, ou o Evangelho que ainda não
chegou a todas as nações, ou o Espírito Santo. Porém, tudo depende da linha escatológica que o
teólogo segue.
Porém, a verdade é a mesma e não mudará: Deus está no controle do tempo, dos eventos
e do dia da volta de Jesus. Seja lá quem for que está detendo o homem da iniqüidade, ele está na
dependência da ordem de Deus. Portanto, irmãos, a carta de 2 Tessalonicenses é uma obra-prima
da inspiração do Espírito Santo, para que os crentes vivam sempre preparados para o grande e
tremendo Dia do Senhor!

Pastor Jason Silva

1 Tessalonicenses, o retorno de Cristo

É a verdadeira recompensa pela fidelidade
A primeira carta aos Tessalonicenses foi a segunda carta canônica do apóstolo Paulo
(Gálatas foi a primeira). Ela foi escrita em 51 d.C. na cidade de Corintos, meses depois de Paulo
deixar a cidade de Tessalonica por causa de grande oposição. O objetivo da carta era consolar
aquela recém-fundada e perseguida igreja e oferecer mais detalhes sobre a vida cristã.
Tessalônica era a capital da província romana da Macedônia, cujo desenvolvimento se
deu por ser cortada pela famosa estrada militar Via Egnatia, de onde muitos trechos estão em uso
até os dias de hoje.
A igreja de Tessalônica foi fundada por Paulo, Silas e Timóteo na segunda viagem
missionária. A evangelização desta cidade rendeu rápidos resultados, porque judeus, gregos e
distintas mulheres da sociedade se converteram a Jesus em poucas semanas de trabalho (At.
17:4).
Porém, Paulo e seus companheiros sofreram forte oposição e tiveram que sair
rapidamente da cidade. Foi em Tessalônica que os oposicionistas disseram “estes que tem
alvoroçado o mundo, chegaram também aqui”. Com a fuga, Paulo foi para Beréia, onde
encontrou um público judeu mais nobre, que ouvia a sua mensagem e conferia tudo nas
Escrituras. Porém, a perseguição dos tessalonicenses chegou até lá e Paulo foi para Atenas, onde
pregou no Areópago e usou a imagem do Deus desconhecido para confrontar a idolatria daquele
povo.
A carta de 1 Tessalonicenses foi escrita meses após a partida de Paulo, quando Timóteo
lhe trouxe notícias da igreja. Nesta carta o apóstolo expressou tremenda alegria pelo rápido
desenvolvimento na fé daqueles irmãos e também na disposição em expandir a mensagem do
Evangelho. Além da alegria, Paulo usou a correspondência para confortar aqueles irmãos por
causa da perseguição que sofriam por amor a Cristo.
A leitura de 1 Tessalonicenses é uma mensagem de conforto, inspirada pelo Espírito
Santo, àqueles que por amor a Cristo sofrem descriminação, perseguição, conflitos interiores e
perdas. Porque a firmeza na fé, o amor fraternal, o testemunho cristão e o desenvolvimento na
santidade serão recompensados pela vitória final, quando Cristo voltar e arrebatar a sua igreja
que viverá eternamente com ele.
Do pastor que te ama, Jason Silva

Filipenses, as alegrias de ser cristão


Filipenses é outra epístola da prisão, porque foi escrita quando o apóstolo Paulo se
encontrava preso em Roma entre os anos de 60-62 dC. Ela foi dirigida e enviada aos crentes da
igreja em Filipos na ocasião em que Epafrodito retornou para lá. O tema principal da carta é
alegria.
Filipos era uma cidade da província da Macedônia. Ela se tornou um local importante,
porque na sua conquista Roma passou a ser reconhecida como um império. Desta forma muitos
oficiais romanos mudaram para lá, transformando a cidade em colônia romana. As mulheres de
Filipos desfrutavam um status elevado, participavam ativamente da vida pública e também da
igreja.
Provavelmente, Filipos fora a cidade natal de Lucas, porque a cidade era um centro
médico e ele permaneceu com a igreja quando Paulo partiu. Esta foi a primeira igreja do
continente europeu, fundada na segunda viagem missionária, quando Paulo teve uma visão de
um homem lhe suplicando: passe à Macedônia e nos ajude (At. 16:9).
O trabalho de evangelização em Filipos teve alguns eventos marcantes, como a conversão
de Lídia, a vendedora de púrpura, em cuja casa a igreja se reuniu inicialmente. Paulo encontrou a
oposição de Satanás, quando expulsou o demônio de uma jovem adivinha. Evento que
desencadeou toda uma perseguição até ele e Silas serem convidados a saírem da cidade. Também
em Filipos, lemos o episódio em que Paulo e Silas cantavam louvores ao Senhor a meia noite na
prisão, quando um tremor abriu as cadeias que lhes prendiam.
O tema central da carta é alegria. Esta palavra e seus sinônimos aparecem 16 vezes na
carta. A alegria em Jesus é expressa de várias maneiras, como pela generosidade. Os irmãos de
Filipos deram o suporte financeiro ao apóstolo, levantaram uma oferta generosa aos crentes
pobres de Jerusalém e enviaram Epafrodito para servir Paulo na prisão. A alegria também é
encontrada pela a união da igreja, quando esta é nutrida pela humildade, como a de Jesus Cristo
que “embora sendo Deusa, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se;
mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo”.
A presença do Espírito Santo no crente não deixa a tristeza se instale no seu coração.
Portanto, meu irmão se você está deprimido, perdeu o desejo de viver ou não sente prazer em
estar com seus irmãos em Cristo, leia a carta aos Filipenses. Ela foi inspirada para você se
alegrar sempre no Senhor!

Do pastor que te ama, Jason Silva

Efésios, servindo para a glória de Deus


O apóstolo Paulo escreveu a carta aos crentes de Éfeso quando estava na prisão em Roma, entre
os anos de 60-62 dC. Ela, Filipenses, Colossenses e Filemom foram escritas na mesma época, por isso são
chamadas de epístolas da prisão. O objetivo de Paulo era que a carta circulasse por todas as igrejas da
província romana da Ásia menor, para encorajar os crentes lembrarem das imensuráveis bênçãos em Jesus
Cristo, que é o serviço cristão.
A cidade de Éfeso era a capital da Ásia Menor, atualmente Turquia. Ali era o ponto de encontro
dos continentes europeu e asiático. A localização privilegiada desta cidade a tornara rica, grande,
movimentada e multicultural. Nela se encontrava o magnífico templo da deusa Diana ou Artêmis, listada
como uma das sete maravilhas do mundo antigo.
A igreja de Éfeso foi fundada pelo casal Áquila e Priscila, que fora deixado ali pelo apóstolo
Paulo no final da sua segunda viagem missionária. Porém, na ocasião da terceira viagem missionária,
Paulo voltou a Éfeso, trabalhando duro para consolidar aquela igreja. Depois que ele a deixou, Timóteo o
substituiu. A tradição conta que o apóstolo João e talvez Maria, mãe de Jesus, tenham passado seus
últimos dias como membros da igreja em Éfeso.
Na carta aos Efésios, Paulo apresenta um resumo do que é viver para o louvor da glória do
Senhor Deus. Ele expõe o chamado do crente como um propósito divino “antes da fundação do mundo”,
para fazê-lo parte do corpo de Cristo, pela unidade com a igreja e no serviço prestado ao próximo. A vida
na comunhão é o reconhecimento das riquezas celestiais recebidas pela salvação em Jesus. Além disso, a
leitura da carta desvenda os olhos para o verdadeiro campo de luta do crente, que não é “o sangue e a
carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as
forças espirituais do mal, nas regiões celestes”.
Se você deseja entender a razão pela qual deve ser membro de uma igreja, leia a carta aos Efésios.
Ela foi escrita para que o uma pessoa convertida a Jesus Cristo não tenha dúvidas de seu chamado para a
obra do Senhor. Pois um crente que se reconhece como parte do corpo de Cristo, glorifica o seu Deus.

Do pastor que te ama, Jason Silva

Gálatas, a salvação de graça


A epístola aos Gálatas foi escrita pelo apóstolo Paulo no ano de 49 dC, logo após o primeiro concílio

das igrejas cristãs em Jerusalém (At. 15). Esta carta é considerada a mais severa do Novo Testamento,
porque através dela Paulo combateu uma das maiores ameaças ao cristianismo do primeiro século, que
era a influência do judaísmo nas igrejas.
Gálatas é a única epístola do apóstolo Paulo dirigida a várias igrejas que ele plantou em suas viagens
missionárias. Elas se localizavam nas cidades da província romana da Galácia, como Antioquia, Icônio,
Listra e Derbe.
O toque central de Gálatas foi o concílio das igrejas em Jerusalém, onde se discutiu se os convertidos,
gentios e judeus, deveriam ou não observar a lei de Moisés, principalmente no que se referia a
circuncisão. Este concilio teve origem, porque muitos mestres judeus, convertidos ao cristianismo,
invadiram as igrejas ensinando que para se obter a salvação era necessário a fé em Jesus Cristo e
também a observação dos ritos da lei mosaica. Assim, eles estavam removendo da fé salvadora, a graça
de Jesus e impondo um preço, que eram as obras obrigatórias.
Muitos destes mestres judaizantes foram até as igrejas da Galácia e conseguiram convencer muitos
líderes e crentes da importância das obras da lei. Mas, quando Paulo tomou conhecimento da invasão
desta heresia, ele escreveu esta carta aos gálatas abismado pela facilidade com que aqueles crentes se
deixaram envolver por este mal. E na carta, ele ensinou o que é viver pela graça de Jesus e na direção
do Espírito Santo.
A leitura de Gálatas é relevante para o crente, porque ela chama a atenção de que toda heresia tem
como finalidade escravizar o crente. Um exemplo nos dias atuais são os programas de corrente de
oração, que transformam o crente prisioneiro deste evento, como se isso fosse necessário para
convencer Jesus a agir em seu favor.
Amado irmão, a salvação em Jesus Cristo é de graça, e Deus não cobra nada por ela. Além disso, o
relacionamento com Jesus é pela fé e não por qualquer tipo de sacrifício obrigatório ou proposto por
alguém. Porém, o que devemos fazer para Jesus tem que ser motivado pelo coração voluntária cheio de
amor, adoração e dedicação.

Do pastor que ama vocês, Jason Silva
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